Uma história
Sentado numa
daquelas cadeiras típicas de um café de esquina, estava um homem de
meia idade, de fato branco e chapéu de palha. Não teria menos de 60
anos, via-se ser uma pessoa de bem, barba bem feita, sorriso na cara,
bengala em madeira com uma pequena águia onde pousava as mãos.
Comia uma sopa. De tal maneira singular que não passava despercebido
a ninguém. Todas as senhoras de idade que se perdiam nos seus
encantos coravam de timidez, e ele apenas sorria. Fiquei curioso,
quem seria esta personagem, quem seria este homem.
Ao fim de pouco
tempo chamou a empregada e pediu um copo de água e a conta, com a
sua leveza nas mãos retirou do bolso algumas moedas e pagou o seu
manjar, e lentamente atravessou o café sempre com um sorriso na cara
enquanto acenava gentilmente a cada senhora que lhe sorria. Não
resisti e segui-o, tinha de saber quem era.
Andava devagar,
sempre com o apoio da sua fiel águia que o guiava pelo passeio
incerto. Parou em frente a uma igreja, não muito longe do café, e
eu parei atrás dele, levantou os olhos ao alto e eu segui-o.
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