pétalas de sangue
por entre as brechas de um peito aberto se vê o bater de um coração morto bombeia cinzas como um vulcão em êxtase da boca saem faíscas que iluminam o céu nelas se perdem olhares pedem-se desejos das mãos trémulas que seguram o gume caiem pétalas de sangue delas nasceram jardins delas nasceram poemas delas nasceram vida de um coração morto nasce o amor