epitáfio
no céu voam pássaros negros malfadados,
as nuvens pesadas que carregam a tristeza do mundo
pairam sobre a terra húmida de lágrimas e gritos.
está ali o fim de tudo o que existe,
deitado, como se de nada fosse o que o rodeia.
tem um sorriso pequeno nos lábios.
entre um olhar e outro se vê o desdém e a tristeza nas faces,
entre um cumprimento e um adeus se vê a frieza nos olhos.
cai a chuva sobre a madeira que repousa agora na terra,
mãos cheias de nada agitam-se no ar em tom de adeus.
a terra bate, a chuva lava, as palavras ecoam no mármore.
dizem-se as últimas palavras a alguém que já não ouve,
relembram-se diabruras infantis,
viram-se as costas ao que agora é um passado.
no fim somos todos bons, faremos sempre muita falta,
pelo menos até chegarem a casa.
as nuvens pesadas que carregam a tristeza do mundo
pairam sobre a terra húmida de lágrimas e gritos.
está ali o fim de tudo o que existe,
deitado, como se de nada fosse o que o rodeia.
tem um sorriso pequeno nos lábios.
entre um olhar e outro se vê o desdém e a tristeza nas faces,
entre um cumprimento e um adeus se vê a frieza nos olhos.
cai a chuva sobre a madeira que repousa agora na terra,
mãos cheias de nada agitam-se no ar em tom de adeus.
a terra bate, a chuva lava, as palavras ecoam no mármore.
dizem-se as últimas palavras a alguém que já não ouve,
relembram-se diabruras infantis,
viram-se as costas ao que agora é um passado.
no fim somos todos bons, faremos sempre muita falta,
pelo menos até chegarem a casa.
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