grito com os olhos de quem já não sabe ser
chamo por ti na esperança que me ouças por entre o soprar do vento frio que vem do norte fico acordado durante a noite a tentar manter o teu calor na minha cama imagino-te no corpo de outro alguém as minhas mãos azuladas seguram o meu coração gelado no fundo da noite sinto o sabor salgado das lágrimas tenho medo medo que não chegues a tempo que não voltes desculpa se ainda sonho contigo por entre o murmúrio da cidade que vive eternamente grito com os olhos de quem já não sabe ser digo entre o silêncio do meu quarto que um dia ainda te verei feliz talvez de longe mas feliz