corpo

tens as mãos ásperas,
dizes enquanto te seguro contra mim
não pares,
dizes enquanto te olho nos olhos
ficas em silêncio,
enquanto me perco nos teus lábios agridoce

percorro o teu corpo como um carro desgovernado,
deslizo pela tua pele macia como uma cobra faminta,
saboreio-te

juntos elevamo-nos ao êxtase,
os lençóis molhados guardam o nosso gemido,
a nossa pele guarda as marcas do desejo,
e eu guardo-te em mim


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