Emancipei-me

Descende dos céus a emancipação do próprio ser, via divina ou do vizinho de cima que tem a mania de atirar lixo pela janela.
Seja como for, emancipei-me da desgraça alheia. Já que estou preso à minha, os outros que carreguem com a sua própria valência.
Diz-se por aí, que temos de ser uns para os outros, isso até é muito bonito, mas não quando somos para todos e ninguém é para nós.
Apliquem-se na vossa vida e vejam se vale mesmo a pena andar por aí a arrastarem os olhos no chão, tal cãozinho abandonado em pleno verão pela "família" maravilhosa que tinha.

Se formos a ver bem as coisas, há efectivamente quem esteja bem pior que nós. Estamos todos a caminhar para o dito dia de finados, mas há quem já lá esteja, no jardim das tabuletas.
Existe igualmente quem não saiba se vai ter um prato de comida para comer, uma cama para dormir ou apenas um cobertor para se proteger do frio.

Sejamos singelos com a vida que temos, cantem, riam, sorriam, façam sorrir.

Mas acima de tudo, deixem-se de merdas.

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