Não importa mais


Nada do que se possa dizer vai trazer de volta as folhas caídas,
As ondas perdidas, e as lágrimas salgadas secas na manga da camisa.

Arrasto-te nas veias, como lâminas aguçadas.
São essas palavras que me atravessam como balas dessa boca mortal,
São as memórias que ficaram marcadas na pele, nos lençóis.

Vejo as cores do mundo a esbaterem,
Vejo o sentido a fugir,
Vejo a vida coberta de terra, como um lençol frio.

A comida já não tem sabor, insossa como água.

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