O pianista
Senta-se naquele pequeno banco escuro com assento em pele,
afasta levemente quase como num movimento de dança o casaco para trás das
costas. Olha as teclas de marfim, e nesse segundo tudo pára, e o marfim
torna-se no seu pequeno mundo. Acaricia as teclas, sente um arrepio nas pontas
dos dedos, como se toca-se na pele macia de uma mulher. E o amor sai-lhe da
alma e atravessa o corpo até aos dedos, e os corações aquecem.
Comentários
Enviar um comentário