levantar voo
existe uma cadeira no meio de uma sala vazia,
nela estamos sentados de olhos fechados
lentamente o corpo se transforma, emerge de si mesmo
ouvem-se violinos que choram
sentimos o calor da música no peito
um clarão de luz que enche o corpo
a pele lisa levanta-se em honra do que ouve
dos olhos caiem lágrimas salgadas e doces
o coração sente-se pássaro que se esforça para sair da gaiola
cravamos no peito as mãos geladas
temos medo
um pavor de largar quem somos e sermos livres
queremos voar mas arrancamos as penas
não merecemos voar, pensamos nós
não merecemos sentir o sabor do vento nos lábios
não merecemos ser
ouve-se um grito de revolta.
deixem que venha a primavera e que nela nasça a esperança
deixemos de ser cobardes, com medo de um mundo que é nosso
ouvem-se violinos que riem
e nós rimos com eles
de lágrimas nos olhos
levantamos voo
nela estamos sentados de olhos fechados
lentamente o corpo se transforma, emerge de si mesmo
ouvem-se violinos que choram
sentimos o calor da música no peito
um clarão de luz que enche o corpo
a pele lisa levanta-se em honra do que ouve
dos olhos caiem lágrimas salgadas e doces
o coração sente-se pássaro que se esforça para sair da gaiola
cravamos no peito as mãos geladas
temos medo
um pavor de largar quem somos e sermos livres
queremos voar mas arrancamos as penas
não merecemos voar, pensamos nós
não merecemos sentir o sabor do vento nos lábios
não merecemos ser
ouve-se um grito de revolta.
deixem que venha a primavera e que nela nasça a esperança
deixemos de ser cobardes, com medo de um mundo que é nosso
ouvem-se violinos que riem
e nós rimos com eles
de lágrimas nos olhos
levantamos voo
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