não está, nunca esteve, nunca estará
há silêncios que gritam de forma ruidosa, que nos abalam por dentro sem a expectativa de sermos ouvidos. os pulmões ardem como labaredas que saboreiam a lenta solidão que os alimentam. a pele rugosa que se desfaz como a areia de uma duna condenada a morrer entre a espuma do mar bravo. é tudo muito bonito quando se usam eufemismos para mascarar a dor que sentimos. a máscara que pomos do pateta alegre para que não nos perguntem se está tudo bem. não está, nunca esteve, nunca estará.
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